domingo, 18 de janeiro de 2026

ASSASSINO PERIGOSO ESPREITA ESCONDIDO EM MEU QUINTAL

 


Eu já desconfiava há tempos de que alguma  coisa estranha tinha pelo pátio. No final da tarde, início da noite os morcegos iniciam sua revoada. Dezenas de dráculas e Batmans, mas como comem só frutas e não estão em busca de meu sangue azul, deixo-os em paz.


Mas há algum tempo notei barulhos estranhos no meio das árvores e o pressentimento de alguém espreitando nas sombras esperando para atacar. Tomo o cuidado de ligar os holofotes para iluminar bem, antes de abrir a porta e sair. Afinal segurança é essencial. Pensei em instalar câmeras de infravermelho para  observar o andamento das redondezas.


Depois de muito tempo  surpreendi o maleva. Vi o faiscar de olhos vermelhos, escondido no meio das folhas e ele não me viu. Quando ele ia atacar preguei um grito forte. Não se intimidou. Gritei de novo. Nem bola para mim. Estava com olhar fixo na sua vítima. 


Valente, me aproximei mais ainda. Abanei as mãos e bati os pés. Tinha de deixar claro quem manda no terreno.


- Sai daqui seu carniça, pestilento de orelha cortada e pelo ralo! Me encarou e se afastou, mas ia parando pouco a pouco e me encarando com raiva. Segui até o portão da frente, quando ele saiu e ganhou a rua.


Eu estava me afeiçoando a este gatinho vadio branco, de orelha cortada. Comprei ração, Dava todos os dias e deixava água limpa e fresca. Mas o malfeitor prefere matar os passarinhos que descem das árvores para seu café da manhã.


Comigo é assim. E agora ele conhece minha valentia.


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