domingo, 14 de junho de 2026

O DIA DOS NAMORADOS MAIS FELIZ DA COPEIRA

 

Este fato verídico e verdadeiro já faz tempo. Como já foi caducado por decurso de prazo vou contar. Trinta anos se passaram daquele Dia dos Namorados com um final cheio de alegria, emoções, agradecimentos, choros e risos.


Por volta das 10 horas da manhã, Júnior aparece na repartição com um lindo buquê com doze rosas vermelhas, cor da paixão. Não economizou. O presente contemplava também uma caixa de finos bombons da Kopenhagen. Algo fino mesmo. E foi além nos gastos, pois passou na joalheria no dia anterior e comprou um lindo anel que presentearia a colega com que ele havia saído algumas vezes e poderia ser um romance promissor. Júnior aproveitaria a data para pedi-la oficialmente em namoro, na frente da equipe toda. 


Entrou na sala todo enfeitado, senhor de si, pisando firme, sorriso largo no rosto e com os presentes nas mãos. Mas antes mesmo que pudesse teatralizar, aquela besteira de se ajoelhar, presentear e jurar amor, ele viu o que não queria. A dita moça, que ele estava caído de amores, estava perto de um outro colega, baixinho, barrigudo, careca, ou seja, o estereótipo do não galã. Ela o acariciou e devolveu uma jaqueta esportiva do São Paulo Futebol Clube. Ela sussurrou algo no ouvido do “clone de Danny DeVito”  a confidenciando que o agasalho a protegeu do frio, mas o calor da noite anterior foi muito melhor do que se tivesse sido com o ex-jogador Raí que havia autografado a jaqueta do tricolor paulista. A noite deveria ter sido quente em campo, no apartamento dele onde havia só um colchão de solteiro no chão, uma geladeira e um fogareiro com liquinho.


Aí o Junior se desmontou. Parou, ficou pálido e sem reação alguma. Deu meia-volta rapidinho e seguiu para a copa, onde uma senhora muito querida nos fazia o café diariamente. 


  • Dona Neide, por favor, pegue este presente para a senhora. Por favor, pegue logo!

  • Mas meu filho, o que é isso? Porque?

  • Não me pergunte nada. Apenas pegue de presente. Insistiu e saiu pela  porta do corredor, desceu as escadas e só voltou na segunda-feira.


Contente pelo presente inusitado, Dona Neide colocou as flores em um bule alto, um melhoral na água das flores para durarem mais. A copa ficou linda, o vermelho das flores resplandecia o ambiente. Todos corriam para tomar um café e ver as lindas rosas vermelhas que a dona Neide recebera. Imaginaram que era do marido, o que é pouco provável, pois vivia encharcado de cana em casa, enquanto ela trabalhava. Os bombons caríssimos ela ofereceu junto com o cafezinho para todos do setor e o anel, não se sentiu bem em receber algo tão valioso. Esperou o apaixonado esfriar o chifre, voltar ao trabalho e devolveu, aconselhando que recuperasse o dinheiro. Afinal ele gastou o salário de um ano pelo ato impensado de amor. 


A moça? Nem deu bola, continuou se divertindo com o aficionado tricolor paulista. Ele tinha até meião autografado pelo ex-jogador Richarlyson. E ela deixava de andar no carro de luxo que ela tinha para passear no Fiat Premium fumaçando e com um porta-malas, conhecido como kit sobrevivência. Ali tinha fardamento de time de futebol, toalha de banho, necessaire, e o infalível isopor sempre lotado de vários tipos de cervejas de vários lugares do mundo. Sim, é claro, sempre um cobertor pega-pulga e travesseiro no banco traseiro. E no toca-fitas Tojo uma seleção de heavy-metal em especial Screaming for Vengeance do Judas Priest. Vá entender o gosto da formosa dama…


sábado, 30 de maio de 2026

ENCIUMADO, MATOU O ARTISTA E NÃO FOI PRESO

Toninho não tinha paz na vida, na sua alma atormentada pelo ciúmes. Não dava um minuto de folga para a esposa. Toda hora queria saber onde ela estava. Ligava para o trabalho para saber o que estava fazendo, porque havia demorado tanto para atender o telefone e desconfiava até do tempo que ela ficava no banheiro. Um psicopata total. E sempre quando ela demonstrava desgosto vinha com as desculpas do eu te amo tanto.


Paulinha estava de saco cheio daquela situação, mas com temor de mandar o Toninho andar. O ciúmes dele era doentio. Os parentes alertavam, os amigos temiam o pior. Ele dava a volta na casa para ficar escutando pela janelinha do banheiro se tinha alguém com ela e se falava algo. Completamente endoidecido. 


Em uma noite de quinta-feira a central de atendimento da Polícia Militar recebeu uma chamada no 190.


  • Polícia Militar boa noite, qual a ocorrência? Solicita a policial de plantão.

  • O vizinho matou alguém ouvi tiros.

  • Qual seu endereço?


A pessoa informou e em poucos minutos uma patrulha da PM chega na casa. Na sala a imagem da tragédia. Vidros estilhaçados, móveis quebrados. Apenas o Toninho desolado, chorando sem parar, derramando rios de lágrimas. O revólver Taurus, de calibre 32 estava jogado no chão ao lado do corpo inerte em pedaços. O cano estava quente e o cheiro de pólvora infestava o ar do pequeno cômodo. A policial verificou a arma e todos os cinco projéteis haviam sido disparados. 


  • Ela nunca mais vai me trair. Acabei com o almofadinha que tirava o sossego da minha Paulinha. Ela nunca mais vai me trair, repetia Toninho atônito e fora de si.


Os policiais vasculharam a casa e o pátio para encontrar detalhes, testemunhas e corpos. Afinal foram cinco tiros. 


Mas nada encontraram até que surgiu uma mulher assustada com o acontecido e falou aos policiais que Toninho não tinha feito aquilo por mal. Ele só estava com ciúmes. Era Paulinha, justificando o ato do marido.


Ele matou Francisco Cuoco por ciúmes. Ela não perdia um capítulo da novela Pecado Capital, onde Cuoco era o taxista que “enricou” e que encantava as moças novelistas dos anos 70. Paulinha não perdia um capítulo e Toninho ficou enciumado por testemunhar o olhar da mulher para o galã da telenovela. Não havia outro jeito. Mataria Francisco Cuoco de ciúmes.


Chegou em casa e viu Paulinha suspirar vendo as cenas de Francisco Cuoco e Betty Faria. Não aguentava mais de ciúmes doentio. Entrou na sala com o Taurus 32 carregado e não teve dúvidas. Descarregou o revólver no rival. Matou Francisco Cuoco com cinco tiros. Estilhaços de vidro do tubo da televisão espalharam pela sala e o corpo da velha tv ficou estirado no tapete. 


Paulinha correu para a vizinhança e só voltou quando a polícia chegou. De nada adiantou o ciúmes de Toninho. Perdeu Paulinha, perdeu a TV que teve de continuar pagando em 36 vezes no carnê e ela continuava amando Francisco Cuoco e não perdendo um capítulo. Passou a assistir na casa do vizinho. Toninho foi liberado, pois o corpo na sala era a TV Telefunken, mortinha. 


sábado, 23 de maio de 2026

Quero uma coroa

A atendente era uma mulher com seus mais de 40 anos, bem vestida, charmosa e com certa atratividade. Cabelos presos, camisa azul com os dois primeiros botões abertos. Saia justa que delineava sua silhueta. Perguntou o que eu desejava. Sem a menor dúvida fui direto ao ponto.


- Quero uma coroa para botar...Ela nem deixou eu terminar a frase e respondeu prontamente de forma ríspida.


- O que o senhor está pensando. Olhe bem para o senhor. Não tem espelho? Não vou admitir falta de respeito. Coroa deve ser sua mãe. Sou ainda jovem e não me considero como tal.


- Desculpe senhora, eu não queria ofendê-la. Apenas estou precisando....


- Se está precisando, procure em outro lugar e não venha com cantadas baratas como se fosse um pedreiro ou coisa pior - devolveu a tal atendente.


- Me deixe explicar madame. Eu apenas quero saber quanto custa…


- O que ? Acha que estou à venda? que tenho preço. Afinal qual o seu interesse? Me ofende e agora quer me comprar? Vociferou já perdendo a compostura.


- Não é nada disso. Eu só estou querendo muito resolver esta situação, respondi calmamente.


- Pois vá resolver em outro lugar. Aqui não é o local, isto é uma clínica odontológica, tratou de reafirmar a atendente.


- Eu sei e é o que estou tentando saber da senhora, como se faz e quanto custa uma coroa de porcelana, uma jaqueta, um dente de ouro, enfim. É para meu molar inferior direito que está quebrado.


- Ahhhh, finalmente o senhor se fez entender, disse a atendente envergonhada por não ter entendido que eu queria uma coroa de porcelana sob medida para meu dente. 


Respirei aliviado, pois os demais pacientes já me olhavam com olhares de culpado, de assediador, querendo a coroa, ou seja a dama de 40 e poucos anos que atendia na recepção.


Consegui agendar a consulta. Da próxima vez já chego de boca aberta mostrando o dente danificado, antes que ela quebre os demais por não entender o intuito. 


quarta-feira, 6 de maio de 2026

O AUTO DA APARECIDA

O renomado escritor pernambucano Ariano Suassuna escreveu o Auto da Compadecida, imenso sucesso editorial que virou filme e peça de teatro. Mas vou lhes contar um episódio que envolve o Auto da Aparecida. 


Aparecida era uma santa mulher, muito dedicada à família e aos amigos. Em uma manhã de sábado estava sendo aguardada na Paróquia a que ela pertence. Não falhava em seus compromissos e nunca deixou uma alma desassistida ou esperando por ela. Era pontual. Repetia que não estaria em um compromisso se estivesse morta. Aparecida era uma santa, repetiam os vizinhos e até gente de longe já conhecia a fama dela de ser leal, pontual e altruísta.


Naquele sábado haveria festa na igreja com missa, churrasco e bingo de tarde. Todos os festeiros voluntários já haviam chegado cedo para começar os preparativos de copa e cozinha, bem como auxiliar na missa e arrumar tudo para o bingo com ótimos prêmios que aconteceria de tarde. Já passava das 8 horas e nada de Aparecida que estava com as chaves do salão. O pároco confiava as chaves nas mãos dela porque era responsável e nunca falharia com os demais.


Pouco mais de meia hora de espera surge na esquina um garoto correndo, esbaforido que chegou perto do grupo cansado sem poder falar e com sofreguidão deu notícias sobre Aparecida.


  • Dona Aparecida não vem! Anunciou o garoto com dificuldades de falar e respirar devido ao cansaço por ter vindo correndo para avisar.

  • Per l`amor di Dio. Quello che è successo? Questionou o padre.

  • Uma tragédia - respondeu o menino que era vizinho de Aparecida. Entregou as chaves para que pudessem abrir o salão.

  • Me conta, o que aconteceu? Insistiu o padre.

  • Uma tragédia…e ela não vai poder vir ajudar, repetiu o mensageiro.

  • Desembucha, filho. Parece com esta agonia e conte tudo - ordenou o sacerdote

  • É que o auto de Aparecida estragou, não pegou, não deu a partida, deve ser bateria, explicou.


Todos se calaram por alguns segundos. Se olharam, balançaram a cabeça com tristeza no semblante.


  • Ma Santo Cielo, perché non hai parlato prima- esbravejou o padre que apontou para dois paroquianos e já penitenciou:

  • Corram e empurrem o Auto da Aparecida até pegar. Ela precisa estar aqui. Festa da paróquia sem Aparecida, não é Festa da Paróquia, finalizou o padre


E por falar em festa de Igreja, neste sábado, 9 de maio tem Festa da Padroeira, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no bairro Glória, em Joinville. Missa, churrasco de igreja e bingo. E também vai ter posto de vacinação para quem ainda não se vacinou ou quer atualizar sua carteira de vacinação. 


Aparecida com seu auto estarão lá? Acho que sim, porque festa da paróquia sem Aparecida, não é festa da Paróquia. 


sábado, 2 de maio de 2026

O FRIO LAGEANO E O CONGELAMENTO DO PREFEITO

Agora de manhã, proseando com uma colega lageana, lembrei de um acontecido nas terras altas e geladas de Lages. Fato ocorrido durante a Festa do Pinhão de 2002 que coincidiu com a Copa do Mundo, o ano do Penta.


Naquele ano, o prefeito de Joinville Luiz Henrique havia renunciado em 4 de abril para se candidatar a governador e o vice-prefeito Marco Tebaldi assumiu o governo. Recebemos o convite para ir na Festa do Pinhão e fomos recebidos e hospedados no Rancho Rochedo do sempre agradável Roberto Amaral, dono do grupo de comunicação SCC.


Seguimos de Joinville, o Tebaldi, eu, o Ivan na pilotagem e o ex-vereador João Gaspar. Noite agradável, encontro com amigos de longa data, música boa e comida melhor ainda. Naquele ano o ex-prefeito de Florianópolis preparou um entrevero de frutos do mar, algo diferenciado que fez todos lamberem os beiços. Lá pelas 2 horas da madrugada seguimos para o Rancho Rochedo, naquele frio de renguear cusco. Até comprei uma manta de lã e enrolei no pescoço para me proteger do vento gelado e um chapéu para não pegar friagem.


Chegando no Rancho Rochedo começou a fiasqueira. Após horas de estrada e programação noturna intensa, cheiro de fumaça das fogueiras que assavam pinhões, esquentava água para o mate e o preparo do entrevero e churrasco. Estávamos cobertos de fumaça, gordura e acho que um zorrilho era mais perfumado e chegava perto. 


Encontramos quartos bem aconchegantes, mas a hora da verdade quando um gaudério mostra sua força é no momento de deitar o pelo no lençol gelado. Chora lágrimas de gelo. Mas o aquecedor a óleo ajudava no aquecimento do ambiente. Gaspar estava com medo que aquilo pudesse pegar fogo e não queria acionar. Ivan, não muito certeiro queria dormir no salão. Disse que ele congelaria lá embaixo pois na frente tem um lago e estava congelado. Eu me deitei com roupa e tudo. Vestir pijaminha de pelúcia? Nem pensar naquela altura. Sairíamos cedo para retornar a Joinville.


E Tebaldi resolveu que não iria dormir enfumaçado. O vivente se foi para o chuveiro e minutos depois ouvimos um grunhido, uma resmungação, um pedido de ajuda. Imaginei que era alguma alma penada de antigos tropeiros. Desconfiados fomos até o quarto dele e lá estava o prefeito da maior cidade catarinense tremendo, batendo de queixo como se fosse guizo de cascavel. Bateu a hipotermia. O Ivan lembrou que viu num filme que se deitando por cima do congelado aqueceria o tal e sobreviveria. Nenhum dos três se animou. Tratei de pegar um monte de cobertores de lã e jogar por cima do xiru véio e ligar o aquecedor. Alguns minutos depois recuperou o calor corporal e passou a tremedeira.


Na manhã seguinte, na hora do café, num sábado gelado, olhamos pela janela e o cenário era de uma pintura. O cerro branco de geada, a água do lago congelado e um cusco maleva rengueando de frio pelo gramado coberto de gelo, deu para entender o fiasco da noite anterior. Mesa farta, café passado e pancinha cheia retornamos para Joinville. Não tirei minha manta e nem meu chapéu que uso até hoje. Em breve chega o frio, pinhão, comida boa, música gaúcha e a alegria de viver com boas lembranças.



sábado, 25 de abril de 2026

MICHAEL JACKSON. O MAIOR ASTRO POP DA HISTÓRIA NOS CINEMAS



Já chegou aos cinemas o filme sobre a carreira do maior astro pop mundial surgido em todos os tempos. Michael Jackson nasceu com talento e encantou o mundo.  Foi criativo, inovador e mudou o modo de se ver a música com seus clipes que eram chamados de mini-filmes. Até então os artistas só apareciam tocando e cantando. Ele contou a história de suas  músicas com coreografia, figurinos, cenários e qualidade esmerada na produção, além de todo o talento criativo. 


Quebrou as barreiras com Beat It, obrigando o canal MTV a exibir um artista negro, o que o canal não mostrava. Seu talento não poderia ser ignorado por um canal de TV que só exibia artistas brancos. Nos anos 80 a MTV ditava quem seria sucesso. Não demorou para explodir na Hot 100 da  Billboard.

Michael foi um vencedor, não porque seu pai repetia que na vida ou se é vencedor ou perdedor. Venceu pelo seu talento único.  Hoje, o pai dele estaria preso por abusos físicos e psicológicos. Surras de cinta, manipulação psicológica, exploração financeira eram as estratégias do pai Joe Jackson.


Sempre fui fã de Michael e relembro quando eu e minha mãe Lili assistíamos os clipes revolucionários que eram exibidos no programa dominical Fantástico. Ela também gostava e quando ia passar ela me chamava. Não perdíamos. 


Em 2010 visitei a exposição Michael Jackson: The Exhibition Oficial,  no centro de eventos O2, em Londres, onde ele faria  uma série de 50 shows. A arena O2 se transformou em um lugar de culto utilizado pelos fãs para honrar a memória do cantor, morto no dia 25 junho de 2009.


Quem gosta de Michael Jackson precisa assistir este filme que está em exibição nos cinemas . Vou assistir de novo.


legenda: Esta luva icônica é uma das 250 peças que estiveram na exposição no O2 em Londres, entre 28 de outubro de 2009 até 28 de fevereiro de 2010.

crédito: foto tirada por Arthur Ramiro Cruz de Lima, fã incondicional. 



sexta-feira, 17 de abril de 2026

TE AMO TANTO E VOCÊ SE AFASTA DE MIM



Não sei até quando vou suportar este seu desamor. Te amo tanto! Fico te observando, te admirando e esses seus olhos azuis são os mais lindos que eu já vi.


Tento chegar perto e você sai. É dissimulada, foge, escorre e não a vejo mais. Tento de novo, chegar perto, te tocar e sentir o seu cheiro, mas você me rejeita como tem feito todas as vezes que me aproximo.


Não me canso de rastejar, de te procurar, de tentar receber um afago qualquer. Apenas um toque seu me faria feliz, mas infelizmente chego a conclusão de que você nunca me amou. 


Sinto ciúmes de você, quando está acompanhada e com tantas carícias, tantos cuidados, tantos abraços e beijos. Me pergunto, porque não eu? O que eu te fiz de tão mal? Você nunca me deu uma única chance de demonstrar o que sinto, o quanto eu te amo.


O carinho, atenção, acolhimento e amor que recebi de estranhos,  são muito importantes, valorizo muito, mas eu só queria, pelo menos uma vez que você me abraçasse e nada falasse. Apenas me olhasse com teus lindos olhos azuis, nos meus olhos negros que em me sentiria agradecido por toda a eternidade.


Me rejeitastes ao nascer. Mãe, seja feliz com quem você escolheu. Tenho novos pais e irmãos que cuidam de mim. 


Sempre te amarei e estarei olhando de longe, seus lindos olhos azuis são inesquecíveis.


Este é o pensamento da gatinha que foi abandonada ao nascer e que tenta todos os dias se aproximar. Bem...vou lá preparar a mamadeira e depois brincar um pouco com ela. Não tenho olhos azuis, mas o carinho que ela precisa, e nesta sexta-feira de sol vamos “lagartear” um pouco.