sexta-feira, 27 de maio de 2022

Quem será que é?

 Quem será que é?


Há 30 anos sou usuário do “postinho” de saúde, que agora inventaram um novo nome, Unidade Básica de Saúde da Família, aqui no bairro Glória. é um simpático postinho com uma equipe pequena e super preparada, atenciosa e educada. Sempre atendem os "velhinhos" e os novinhos também com um sorriso e com cortesia.


Mensalmente retiro remédios, verifico a pressão arterial e mantenho minhas vacinas em dia. E sempre há um grupo de idosos por ali, ou para serem atendidos, pegar remédios ou acompanhar alguém. Esta semana fui me vacinar contra a gripe (influenza). Como sempre fui bem recebido e conferiram minha carteirinha e solicitaram que aguardasse a minha vez. Assim o fiz, e fiquei observando os demais.


Passei os olhos em cada pessoa, Notei um casal da minha rua e  um senhor me olhava, fazia menção de me cumprimentar, enfim como se me conhecesse. Confesso que não percebi muito, pois não o reconhecia.


Passados uns 10 minutos, ele chamou meu nome para meu espanto. 


Como sabe quem eu sou? Estou famoso e nem sei? 


Ele levantou do banco e se aproximou, e puxou conversa.


  • Como estás? Está tudo bem? Não saiu sua aposentadoria ainda? Questionou. Daí o reconheci, quando chegou bem perto. Confesso que fiquei envergonhado sem ter onde enfiar o focinho. Era um grande amigo e colega de trabalho que por muitos anos trabalhamos próximos. Eu era secretário de Comunicação do prefeito Luiz Henrique e ele chefe de Gabinete. Era o Fraiz. Firme, forte, saudável, porém mais magro e sem o seu tradicional bigode. Aparenta mais jovialidade aos quase 70 anos, possivelmente pela leveza sem o farto bigode. 


Recebeu a quarta dose contra a Covid e saiu serelepe, 


Segui para sala de vacinação, fiz uma injeção no glúteo e verifiquei a pressão. E a enfermeira recomendou: - O senhor tem que vir mais vezes acompanhar a pressão para registro no sistema e acompanhamento médico. Garanti a ela que vou mais vezes sim. Ainda envergonhado de  não reconhecer um bom amigo e colega que durante anos trabalhamos em salas uma do lado da outra sai do postinho e respirei fundo na varanda onde se espera a hora de atendimento.


Na saída, já indo embora. Outro senhor, me cumprimenta, vem falar comigo. 


  • Você aqui? Puxou conversa. Desta vez prontamente repondi que fui me vacinar. Trocou algumas palavras e me despedi. 

Continuo sem saber quem era nem de onde o conheço. Mas  a fisionomia não é estranha. 


Será que estou caducando?


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