Joinville nasceu no KM-4
Mês que vem Joinville faz aniversário. Mas esta história toda de colonização, Barca Colon, imigração suíça e alemã é tudo balela. O marco da cidade não é ali na frente da Prefeitura onde alegam que a barca chegou e tem uma escultura em concreto para marcar os 150 anos, instalada em 2001.
Calma. Não loqueia! Senta aí no cepo, serve um chimarrão que vou te contar esta história verdadeira. Coloca umas folhas de hortelã que vão te acalmar. E não adianta ficar beiçudo.
É que de acordo com meus profundos estudos e coleta de comentários e entrevistas. O marco da civilização joinvilense é o KM-4 no bairro Santa Catarina. Tenho um colega, que foi latifundiário na região e quase se ordenou padre boliviano. Quando descobriu que teria de ser celibatário desistiu da ordenação.
Mas vejam bem. KM 4 já tinha posto de gasolina, atacadista, armazém de secos e molhados, matadouro, motel, foi o primeiro conjunto habitacional (Profipo) primeira rede de esgoto (Profipo) Quando nem existia o Pórtico da 15, nem BR 101, por onde entravam os ônibus? Pois é. A rodovia era pelo KM-4. Parecia uma metrópole. Tinha engenho de arroz, de farinha, circulavam carroças cheias de mercadorias. A farinha de mandioca não era tão boa quanto aquela do moinho de São João do Itaperiú. Mas pirão ficava saboroso. Com linguiça lá do Boehmerwald ou sardinhas da Barra do Sul.
Volta e meia meu consultor latifundiário cita: - Fulano é lá do KM 4. Grandes empresários, cantor de ópera, juíz e até um deputado que pode vir a ser prefeito. Havia até estádio de futebol, grama que era um tapete persa verde onde os times se enfrentavam aos domingos de tarde. Piscina e praia para quê? Os rios limpinhos faziam a diversão das famílias que realizam piquenique nos gramados verdejantes. Vez ou outra vinha uma mimosa leiteira por perto. Xô vaca, vai pra lá...
O epicentro comercial, financeiro, industrial e social era no KM-4 e se estendia até lá no 11, mais ou menos lá pela Comunidade São João Batista. O que estragou tudo foi a BR 101 que tirou a movimentação da metrópole e levou para um novo traçado. Não fosse isso, hoje o KM 4 seria uma São Paulo.
Entendeu agora? Larga esta cuia, me dê um mate e te arranca daqui.
Ah! E leva este pulguento junto. Dê um banho creolina.
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