Neste domingo ele acordou cedo e foi logo encontrá-la. Entrou pé ante pé no quarto, sem fazer barulho, colocou as flores que trouxe em um vaso, bem na penteadeira. Eram rosas amarelas lindas, as preferidas dela.
Sentou ao lado da cama, deu um beijo, segurou sua mão, fez carinhos em seu rosto e ficou olhando para ela longamente, O palpitar do coração ele sentia nas mãos que ele continuava segurando, a vida ele sentia no respirar pausado.
Em seus pensamentos ele recordou cada momento bom e ruim, que ajudaram a construir aquela união. Tempos de dificuldades com muito amor, de necessidades com carinho, de perdas com esperança e assim foi a vida com amizade, companheirismo, justiça, admiração e principalmente amor.
Por longos minutos ele ficou ali observando, acariciando, admirando. Apenas as lágrimas desciam silenciosas de seus rosto. Limpou a face com a ponta do lençol. Levantou, novamente levou as mãos no rosto dela e acariciou, ajeitou o cabelo, beijou-a na testa.
Ele sabe que ela nunca ouvirá ou que voltará.
-Mãe, hoje é seu dia, fica com Deus, eu volto amanhã. Disse o filho e saiu do quarto do hospital.
Ele não viu, mas uma gota de lágrima saiu dos olhos da senhora e um pequeno esboço de sorriso. Amanhã ela estará esperando pelo seu filho, com todo o amor que pode haver dentro de um coração de mãe.
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