domingo, 31 de agosto de 2025

O SUMIÇO DO CARRO

Contando ninguém acredita que alguns sujeitos tenham tanto talento para a malandragem. Este causo é mais um que meu sobrinho Fábio Pichler de Erechim, me contou. Um conhecido que jogava futebol de salão juntos tratou de casar bem. Era um casamento com o dinheiro do sogro e com isso uma boa vida. Atou o burro na sombra e vivia com tufo na guaiaca.


Toda quinta-feira saia de casa para encontrar os amigos e um “salãozinho” no ginásio do Sinodal. Duas quadras distantes do Clube Caixeiral. O ritual era sempre o mesmo, preparava o fardamento, colocava tudo na bolsa e dizia para a mulher, desprovida de beleza e atrativos, mas com patrimônio e dinheiro em caixa, que não demoraria.


- Depois do jogo vou tomar umas cervejas com a piazada. Ela apenas abanava e ficava em frente a televisão esperando pela volta do marido. 


Para tentar receber um pouco mais de carinho ela o comprava com presentes caros. O primeiro Land Rover na região foi o dele, ela comprou e deu de presente para o marido. Dinheiro não faltava nos negócios do pai. Um rico plantador de soja, trigo e suinocultura. Ela ajudava o pai na administração de fazendas na região, Tocantins e Pará. Assim, dar um presentinho de meio milhão nem sentia no bolso dela e nem do pai.


De posse do possante jipão Land Rover, daqueles que a rainha Elizabeth usava, se exibia na avenida principal. Seguia nos finais de semana pelo “bobódromo”, formado pelas  avenidas Maurício Cardoso e Sete de Setembro. Este termo se usa em alusão  aos boca-abertas exibidos, nos finais de semana, que  ficam a tarde toda desfilando seus carros lustrados. Nestes 5 quilômetros, engatam uma segunda e ficam de cima para baixo. Vão do estádio do Ypiranga até o final da Maurício onde há um mirante com bela vista para o Vale do Dourado. 


E toda semana era a mesma coisa. Mas  numa dessas quintas ele voltou para casa mais cedo. Apavorado e chamou a dona do dinheiro. Queria relatar algo grave, com visível preocupação, tensão e lágrimas nos olhos. 


- Amorzinho, chame o paizinho porque algo grave aconteceu. Roubaram o Land Rover, lá do estacionamento do ginásio. Ela ouviu, sentou, respirou fundo e chamou o caixa-forte, o “paizinho” que estava na cozinha matutando com uma cuia de mate na mão. O patriarca chegou pisando firme na sala, sentou e proseou.


- Mas roubaram o jipão? De onde mesmo? Você disse que foi lá do ginásio. Vou te tranquilizar. O Land Rover está na garagem da minha casa, foi encontrado. Neste momento, o artista mudou de cor, mas não perdeu a fala.


- Mas que bom, onde acharam? Nem pude ir na polícia fazer o boletim de ocorrência.


- Deixa de ser vagabundo e  mentiroso. Nunca roubaram e você nunca foi jogar futebol de salão. 


- Como podem me acusar disso? 


- Para encurtar a prosa, você sabe onde estava este carro. Encontramos na casa das gurias ali perto do Caixeiral. Te vimos todo faceiro com duas mocinhas do job saindo da Quinta Bandida no Caixeiral. Apenas eu trouxe o carro com a chave reserva e guardei para ninguém riscar a pintura. 


- Que boa notícia paizinho. Amanhã vou pegar.


- Você não entendeu! Te arranca da minha frente porque o rabo de tatu vai lanhar teu lombo e pega isso aqui. Leva como lembrança o cartaz do bailão e estes folhetinhos de propaganda da casa das meninas.


O time de futebol de salão perdeu um componente, mas nem fez falta, porque nunca entrou em campo. O fardamento estava intacto, limpinho envolto pelo cheiro de sabonete Phebo, fragrância de rosas, um vidro de perfume Siete Brujas e desodorante Senador e pasta de dentes Kolynos.


Perguntei ao meu sobrinho se souberam do paradeiro do sujeito. 


Me relatou que agora o conquistador anda de elétrico BYD, acompanhado de uma senhora bem apessoada, em Chapecó. Só atravessou o rio Uruguai. Um conhecido o encontrou na prainha do Goio-En, a bordo de uma lancha enorme. Iria perguntar se a senhora era avó dele, mas quando viu ele aos beijos, preferiu manter o anonimato e pedir um prato de lambari frito.


Melhor ir na missa, agora cedo. Falar da vida dos outros assim é pecado.


quarta-feira, 27 de agosto de 2025

SETE CASAMENTOS E A CIBALENA

Aproveitei minhas férias para uma sessão “Por Onde Anda?”. Reencontrar amigos que se distanciaram e puxar uma prosa. Há tempos queria saber por onde anda um amigo que estudamos juntos no ensino fundamental e éramos próximos. Estudávamos na mesma sala, comentávamos os mesmos assuntos e assim a vida ia. Naquela época, Fevers, em 1978, fazia um sucesso danado e o grande luxo era um toca-fitas para ouvir os lançamentos. 


Veio os anos 80 e cada um foi para uma escola de “segundo grau” e não nos vimos mais. Na semana passada, comentei com meu sobrinho Fábio, de Erechim, sobre alguns nomes e ele conhecia meu colega. Me mandou o whatsapp e entrei em contato. Conversamos e falamos da trajetória de 45 anos sem se ver. Prosa boa como se tivéssemos mantido contato, neste quase meio século. 


Falei de minha trajetória profissional e sobre a vida, filhos e como estou hoje. Daí ele me contou que já se aposentou e durante este período casou sete vezes. Argumentei que isto era conta de mentiroso. 


A primeira foi uma colega nossa de aula. Andavam de namorico e acabaram em casamento. Me contou que o casório acabou por causa da “dor de cabeça”. E as outras seis? Perguntei. A resposta foi a mesma. Tudo por causa da dor de cabeça.


Achei estranho. Perguntei, mas você tem alguma doença, tumor, pressão alta, endividamento, incomodação com filhos ou parentes? Para ter tanta dor de cabeça?


Me explicou que a “dor de cabeça” era a razão dos descasamentos repetidos com as  sete mulheres. 


- Fico num caminhão dia e noite puxando carga, aturando “chapas” e patrão explorador. Quando chego em casa, a primeira coisa que me falam é que estão com “dor de cabeça” e indispostas. Nem bem abri a porta e tal dor de cabeça chegava antes de mim, desabafou o vivente.


Ponderei que para elas também deve ser complicado ficar horas e dias em casa à espera de companhia. Proseamos mais um pouco sobre futuro e amenidades. Em torcia pelo Ypiranga e ele pelo Atlântico e antes de se despedir, me confidenciou que anda arrastando a asa para uma vizinha e que eu conhecia dos velhos tempos. Lembro vagamente da mocinha q que hoje, certamente passa dos 60. Me despedi e ficamos de marcar um mate quando eu for a Erechim, no final do ano.


Aproveitei para pegar o endereço dele e ontem passei na farmácia. Comprei uma caixa de Cibalena e despachei pelos Correios. No envelope um santo remédio que era tiro e queda e um bilhete escrito o seguinte: Fulano,a amigo véio, este é meu presente para seu novo casamento. Quando chegar em casa, já abra a porta com a Cibalena em mãos e um largo sorriso e diga: - Meu amor te trouxe um presentão! Não vai ter erro. Em dezembro vou te visitar. Agora é esperar os resultados de meu aconselhamento. 


sábado, 23 de agosto de 2025

O CHECK-UP DO TONINHO E A RECEITA DE SEXO PARA PROLONGAR A VIDA

 


Eu estava esperando ser atendido no posto de saúde do bairro Glória, aqui em Joinville. Todos os anos faço um check-up completo e o serviço é primoroso. Todos exames feitos, bom atendimento e equipe altamente profissional e atenciosa. A porta da unidade abre e entra um conhecido de longo tempo, o Toninho, que vinha para a consulta de retorno. Começamos a prosear um pouco.


Me contou sobre os  últimos anos que não nos víamos e dos ótimos resultados de seus exames. Foi elogiado pelo médico. Me relatou ainda que se sentia um pouco envergonhado quando o atendimento era com uma médica, pois não tinha tanto “despachamento” para tratar de certos assuntos. Quando soube que era um médico homem, mesmo jovem, se animou para entrar em assunto de seu interesse. Aguardei na recepção e quando ele saiu do consultório retomamos o assunto e perguntei como foi a consulta.


Relatou que falou ou doutor sobre o estudo feito por uma renovada universidade de que a prática do sexo melhora a saúde e pode até diminuir os remédios ou curar algumas doenças. Informou ao jovem de jaleco branco que em breve, dia 6 de setembro será comemora o Dia do Sexo.  O médico concordou com ele e explicou ao Toninho que a prática regular pode contribuir para diminuir o estresse e com isso a ansiedade e pressão alta, fortalece o sistema imunológico, desintoxica, libera hormônios da felicidade e melhora a saúde cardiovascular além de deixar a pele mais bonita e ser um ótimo tratamento para saúde mental.


Toninho gostou da conversa com o doutor e já tomou liberdade orientando o homem de branco à sua frente:

    - Doutor, neste caso, então, com base nestes avançados estudos, não é melhor tirar todos esses remédios e me dar um que me deixe assim, com mais “sustança” para não ter que “forcejar” muito?


O jovem médico muito educado e solícito deu um leve sorriso, quase imperceptível e continuou escrevendo algo no computador. Toninho ficou trocando orelhas, meio desenxabido, à espera de um comentário, uma aprovação do doutor. Em seguida o médico lhe alcançou um papel impresso e orientou:


- Seu toninho sua saúde é de ferro. Mas vamos devagar no tratamento para o senhor não “forcejar” na hora e “faiar”. Continue com os remédios, entregue este encaminhando para a recepção para que o senhor comece a fazer algumas atividades físicas com nossos grupos de idosos. E volte aqui em três meses para avaliação.


Toninho nem se despediu do doutor. Saiu do consultório com o papel na mão, sentou na recepção e por alguns minutos ficou a matutar: será que entregaria o papel para mocinha e iria se exercitar com a velharada ou larga tudo e vai para o matinezão da Sociedade Diana, que fica perto do postinho Afinal baile com café colonial de tarde é bem melhor que academia.






 



sábado, 16 de agosto de 2025

MINHA PRIMEIRA PAIXÃO NA UNIVERSIDADE E SEU OLHAR INESQUECÍVEL

  Já se passaram 40 anos e ainda lembro dela. Eu tinha quase 20 anos e atravessei o Rio Grande do Sul para estudar jornalismo na Universidade Católica de Pelotas. Certa época eu morava na rua Coronel Alberto Rosa, esquina com a Lobo da Costa e no final da tarde seguia a pé em direção a faculdade, uns 700 metros de distância.  E desde a primeira vez que passei por aquela rua,  perto da General Telles, algumas garotas entardeciam com uma roda de chimarrão, principalmente no verão. E ela estava ali. Foi uma troca de olhar à primeira vista.


Assim seguiram semanas, de troca de olhares e acompanhando meu trajeto. Eu era um pouco tímido, pois tinha vindo de uma cidade menor e era meio xucro para estes assuntos, também. Mas disfarçava e dava uma olhadinha para trás. E lá estava os olhos lindos me perseguindo. Várias vezes se fez de desentendida e me seguiu até um trecho, quase perto do antigo Diocesano.


As garotas que moravam num prédio pequeno de três andares e dividiram o aluguel, estudavam uma pluralidade de cursos como enfermagem, assistência social, medicina, artes, direito, engenharia. Em uma dessas tardes, uma delas me cumprimentou e ofereceu uma cuia de mate e começou uma prosa, querendo saber de onde eu era, qual faculdade e sentei na mureta e fiquei conversando, tomando uns mates com balinha de menta. E aqueles olhos encantadores não paravam de me olhar. É claro que correspondi. Estava curioso para saber o nome dela, e quem sabe chegar mais perto. Mas eu era um pouco tímido.


As semanas se seguiram até que ela me parou. Foi quando eu ouvi alguém gritando:


  • Luana, deixa o moço. Ali eu soube o nome daquela encantadora dona dos olhos lindos. Ela pulou em mim, querendo um abraço, se refestelou no chão e de barriga para cima exigiu um carinho na barriguinha. Ali fiquei uns minutos até seguir para a aula. A dona era uma professora que morava por ali.

  • Moço me desculpa. Ela te sujou, posso passar um paninho, se desculpou prestativa.

  • Não, está tudo bem, eu até queria saber o nome dela, já que todo dia ela abana o rabinho e fica toda feliz chegando a fazer xixi na calçada quando eu brinco com ela.


Ficamos amigos, e depois diariamente eu passava por ali, sentava na mureta e fazia algumas carícias na Luana. Depois seguia para a aula. Mas no rígido e cruel inverno do sul do Brasil a paixão esfriava. Ela preferia ficar na janela, dentro do apartamento quentinho. Mas seu olhar continuava me seguindo. Eu abanava, para retribuir o carinho. Ela se remexia de felicidade.


Aquele olhar? Inesquecível.  AAAhhh Luana….


sábado, 9 de agosto de 2025

VOCÊ NÃO É MEU PAI. VOCÊ É UM FRACASSADO!

Há alguns anos li no face uma mensagem de uma garota que escreveu no dia do pais algo como a admiração que ela sentia por aquele senhor marcado pelo tempo, cansado e que criou os filhos da melhor maneira que ele poderia ter feito. Sem instrução, os serviços que tinha eram de pegar no pesado e ganhar pouco. Décadas sem lazer, sem comprar algo para ele, afinal, primeiro a casa e as crianças. Queria dar estudo para todos, pois o único caminho honesto para o filho de pobre progredir é o estudo. 


Ela escreveu, que todos os dias o esperava no portão de casa e de longe o via chegando de bicicleta. Preparava o chimarrão para o pai tomar algumas cuias antes de entrar e se recolher para um banho, uma comida quente e dormir. Na madrugada seguinte seu dia começava às 4 horas. Ele era pai e mãe, pois a genitora os deixou em busca de aventuras pelo mundo. A atitude dela é bonita, porque vivemos um mundo de aparências de gente que não tem um níquel no bolso, mas se acha o tal, com as mentiras e ilusões das tais redes sociais. Esta moça jovem e bonita fugiu desta bolha de alcatraz.


Mas, também testemunhei o outro lado. Pais que sacrificam e se endividam para dar o que não podem Quando um dos meus filhos passou em vestibular na UFSC, mais de uma pessoa me disse: agora tens de dar um carro, ele passou. Que mentalidade pequena e provinciana.  Estudar e tentar passar é mérito dele, faz parte do forjamento de seu caráter. É quase uma obrigação. Mas muitos se endividam para ostentar o que não podem, para aparecer para os outros.


Mas algo  mais cruel foi um conhecido que foi humilhado na rua, na frente de vizinhos e amigos. O pai viu o filho, de quem ele tinha grande amor, passando em direção à casa e o chamou para elogiá-lo e para que cumprimentasse os vizinhos e amigos que estava de papo furado de vizinhança na frente da residência de um vizinho. O filho dele apenas olhou para o grupo e para aquele senhor e disse:


- Você não é meu pai. Você é um fracassado. Veja você. Se olhe num espelho. Veja sua vidinha, e com quem anda. Eu vou ser diferente. Não vou ficar com sua gentinha. Deu as costas e seguiu para a casa do pai a quem ele humilhou. Lá tinha comida quente, cobertor para lhe abrigar do frio.


O pai, completamente sem graça, frente ao silêncio sepulcral do pequeno grupo de vizinhos e amigos apenas comentou:


  • Esta gurizada de hoje em dia….. e se calou. Um vizinho lhe serviu mais uma cuia de mate, mas todos perceberam as lágrimas mais tristes que alguém pudesse sentir.


Em nossos microcosmos, vizinhanças, famílias, grupos de amizade encontramos situações similares. Ou até vivenciamos. O teatrólogo e escritor Nelson Rodrigues assim retratava a Vida como ela é.


Neste domingo,  se comemora a data comercial de Dia dos Pais. Só dê um abraço, se for sincero. A manifestação mais sincera e verdadeira que receberão, com certeza, será  de seu cãozinho, rsrs

















domingo, 3 de agosto de 2025

PENSAMENTOS IMPUROS ANTES, DURANTE E DEPOIS DA MISSA DOMINICAL

Como é habitual, nas manhãs de domingo, sigo para a missa das 9 horas na Paróquia Nossa Senhora de Fátima,no bairro Glória. Chego mais cedo para pegar lugar no estacionamento e um bom lugar no banco, preferêncialmente na ponta onde não ficaria apertado entre outros fiéis. 


Neste domingo, já no estacionamento encontro um conhecido antigo, daqueles que eram fortes “cabos eleitorais”, que hoje nem existem mais devido às mudanças nos meios de se fazer campanha eleitoral. Nos cumprimentamos e fomos caminhando para dentro da Igreja e ele me falando do que tem feito nestas três décadas. Nunca soube o nome verdadeiro, mas todos o tratavam como “Corvino”, talvez a alcunha tenha surgido pela esperteza, astúcia ou por ser um sujeito meio corvo que pega qualquer coisa. Nunca perguntei. 


Sentamos lado a lado, mas preferi a ponta do banco. Eu querendo seguir a liturgia e ele querendo papear. Não dava folga. Estava lá só para olhar a mulher alheia, um pecador nato. Cada moça ou senhora bonita, bem arrumada e atraente, fazia um comentário sexista. Eu me calava, dava um risinho e apontava para o altar e para o telão onde são projetadas as letras das músicas que o coral entoa.


Assim foi durante uma hora e meia, até que o padre deu os avisos finais e abençoou a turma. Cada um seguiria seu domingo para almoço ou outros compromissos. Corvino não desgrudou de mim e até o estacionamento comentava sobre os dotes femininos. Falei que este não era um comportamento correto, digno na Casa do Senhor e que se ele tivesse estes pensamentos que não frequentasse a missa. Há casas e profissionais  para isso. Questionei o que ele estava fazendo no meu bairro, afinal era morador de um bairro da periferia distante dali. Me revelou o segredo sórdido da corvinice. Vai nas missas em cada domingo em um paróquia diferente só para se deliciar com “a beleza das mulheres de fé”. Disse a ele que aquilo era uma atitude condenável e que se continuasse agindo assim já estaria com passagem de primeira classe para uma recepção com o Capiroto. Gargalhou, afirmando não acreditar na punição divina. 


Ao me despedir pediu carona. Falei que iria ver uma apresentação de blues no cemitério. 


- Me deixa no centro, passando o cemitério. Não gosto muito de lugares assim, vai que as almas me descubram.. pediu o Corvino. Levei-o e ao passar pelo campo santo dei uma parada e apontei para o longe comentando:

- Seu Corvino, aqui está cheio de pecadores, principalmente os que atentaram contra o nono mandamento. Ele ficou com cara de tolo, bem do tipo que é. Seguimos, deixei ele no  terminal e fui para o Blues. Domingo que vem, certamente ele não estará no Glória. Nem eu, pois será Dia dos Pais.