domingo, 19 de janeiro de 2020
Velórios de antigamente
Os velórios eram realizados nas residências das famílias, e o extinto ficava em posição nobre no meio da sala com os pés para a porta da frente, geralmente no meio de quatro velas. E o dito velório durava de um dia para o outro. E as notas fúnebres lida nas rádios fazia eco. Um contava para o outro. Mandavam até para rádios de outras cidades onde se sabia que tinham parentes.
Vinham parentes distantes para se despedir, vizinhança se revezava, a viúva dava chiliques e era amparada pela comadres e parentagem. Ou o viúvo ensaiava algumas lágrimas sob os olhares atentos de novas pretendentes.
Que pouca vergonha, a fulana nem esfriou e a vizinha já está “espichando o olho” para o viúvo - comentavam as jararacas.
Não se faz mais velórios como antigamente!. Ao anoitecer vinha mais gente e a cozinha era o local melhor da casa, ali estavam fazendo alguma comida boa para servir aos que vinham e iam e para os que passavam a noite. No pátio, nos fundos da casa sempre tinha um grupo com chimarrão, pipoca, pratão de bolacha Maria, um garrafão de vinho, uma cachacinha e no fim virava cantoria e contação de piadas. E aí atravessava a noite.
A seriedade voltava com o alvorecer. Alguns iam trabalhar curtidos pela noite, outros tomavam tenência e se chegavam perto do caixão. Afinal mais tarde o padre vinha para a missa de corpo presente.
A chegada do sacerdote era algo esperado e importante. Afinal conseguir um padre para ir em casa era muito difícil. As relações de amizade contavam, pois geralmente alguém ajudava na Igreja, ou era aparentado do líder religioso. Já o recebiam lá na rua e vinham em cortejo, entre choros e lamentações. Missa boa e válida tinha que ser com o Padre, nada de seminarista ou diácono. Para encomendar a alma e levar o distinto (a) para o Céu, só valia as bençãos de um Padre formado no Seminário.
Feita e encomendação, caixão fechado, choradeira, desmaios, corre-corre, vinha outra parte divertida. Às vezes atrasava para esperar um parente ou um filho que ainda não chegou para o último adeus.O cortejo. Seguiam o carro funerário os veículos e depois os ônibus. Sim, colocavam ônibus para os amigos que queriam dar seu último adeus. Se media a importância do morto pelo número de carros no cortejo. Alguns paravam o trânsito e o comério. De tão lindo o cortejo até parecia desfile de 7 de Setembro.
Eu gostava de ir nos velórios para andar de ônibus. Uma vez um colega passou na frente da minha casa e disse: - Vamos a Cotegipe (município distante 12 km) o ônibus vai e volta. O vizinho da rua ali de cima morreu e vai ter missa de corpo presente. - Não pensei muito. Vamos lá conhecer. Na época não tinha asfalto. Estrada ruim esburacada e lá se foi o cortejo com ônibus quase lotado. Chegando em Cotegipe, todos foram para a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, bem no centro. Eu e meu colega foram para o turismo pelas ruas do pequeno município. Não podíamos perder o ônibus para voltar. Andava uma quadra, esticava o pescoço para ver o movimento na porta da Igreja.
E eu nunca soube quem era o vivente que se foi.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
Que sejam lágrimas de alegria
Que sejam lágrimas de alegria
“Se houver lágimas, que sejam lágrimas de alegria”. Esta frase teria sido dita pelo argentino Jorge Mario Bergoglio antes de entrar na Capela Sistina onde estavam os cardeais que o elegeram, para logo em seguida ir para a varanda do Vaticano e ser apresentado como o novo Papa Francisco ovacionado pelo povo.
Esta é a cena final do filme dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles e que concorre ao Oscar. Dois Papas. Recomendo que assistam. Vale pela excepcional, como sempre, atuação de Anthony Hopkins interpretando Ratzinger, o Papa Bento 16 que renunciou ao pontificado.E também ótima caracterização e interpretação de Jonathan Pryce como Francisco I.
Uma conversa honesta entre duas pessoas que não pensavam igual. Sinceridade do olho no olho e a humanidade de dois seres humanos mais próximos a Deus. Antes de exercer o mais alto cargo da Igreja Católica são gente de carne e osso que comem, bebem, dormem, gostam de música e futebol. E também cometem pecados e carregam pela vida toda fardos acumulados por algumas atitudes ou escolhas da juventude ou no caminho da vida.
O ultra conservador Ratzinger renuncia e recolhe-se em Castelgandolfo. Frustrado por não ter conseguido fazer as reformas que a Igreja Católica precisaria e passa a responsabilidade para o argentino que assumiu há seis anos e tem tudo para fazer.
O filme relata diálogos dos temas difíceis ao Vaticano e que precisam de ações concretas para evitar ainda mais a perda de fiéis: roubos frequentes no Banco do Vaticano, pedofilia latente em todo o mundo, e ao invés de punir o sacerdote, apenas mudam de paróquia. Neste caso Bergoglio fala para Ratzinger: “e quem defende as crianças? Protegemos os nossos mudando de paróquia”. E outros temas abordados que ainda virão à discussão é a questão da homossexualidade e sua aceitação pela Igreja.
A narrativa bem feita aborda estes temas e repassa a vida de ambos. Nos faz pensar na necessidade de modernização dos Católicos. Desde a formação dos padres até a missa. Alguns padres são tão chatos que afastam as pessoas. Há paróquias com líderes espirituais simpáticos, acolhedores e com missas agradáveis que dá gosto participar.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
A Jeripoca vai piar!
A Jeripoca vai piar!
Esta história eu posso contar porque o principal personagem já não está mais conosco, mas vou preservar os demais personagens que ainda andam por aí. O causo aconteceu nos anos 90 e quando falo com alguma amiga, colega eu sempre alerto: seu marido vai pescar no Mato Grosso, Argentina, Paraguai? Coloque uma nota de 100 na isca. Se no retorno o dinheiro estiver alí….huuummmm.
Há mais de 20 anos uma turma grande saia de Joinville para pescaria nestes locais distantes. Era muita vontade de pescar. Mais de 3.000 quilômetros, ida e volta de ônibus para pegar uns peixinhos. E nada trazem, pois alegam que a pescaria é “esportiva e/ou contemplativa” Pescam, fotografam e devolvem ao rio. Tá bom….
Este evento ocorreu em Corumbá, num pesqueiro às margens do caudaloso rio Paraguai, lá na esquina onde se encontram Brasil, Paraguai e Bolívia, lugarzinho bom demais. Dizem que há sobra de Surubim, Pacu, Dourado, Tucunaré azul e amarelo e também tem piranha dos dois tipos, o peixe carnívoro e ...bem vocês sabem. E tem também a Jeripoca, um peixe de couro escuro esverdeado com tons de castanho e manchas pretas ovaladas. Tipo uniforme militar camuflado. Este peixe nada na superfície e emite um som característico, que gerou a expressão popular naquela região: a “Jeripoca vai piar”. Significa que vai acontecer algo inesperado, intenso, forte.
Mas os “pescadores” se foram. A viagem divertida com boa bebida, boa comida, jogo de cartas, contação de piadas. Uns bagunçam, outros dormem e assim cumprem os quase 1.600 km de trajeto. Chegando lá o pessoal saiu do ônibus na frente do pesqueiro e quando este meu amigo personagem desceu as escadas já chamou a atenção da guia. Ele com uns 50 anos, alto, magro, cabelhos grisalhos e bem apessoado. Bem humorado, bebedor de bom uísque e infelizmente fumante. Era um cigarro atrás do outro. Vou denominá-lo como Alberto.
Alberto ao dar o primeiro passo no solo vermelho mato-grossense de Corumbá já avistou a líder, que se chegou. Com um aperto de mão que mais parecia uma prensa hidráulica. Vestida de roupas camufladas, faca na cintura e um cinturão onde pendurava um relho e um cantil. Media cerca de 1m90, 80 quilos bem distribuidos num corpo firme, musculoso e sem nenhuma gordurinha. O aperto de mão e a faca na cintura era um prenúncio do que ela era capaz quando queria algo. A guia ignorou todos os outros 30 “pescadores” e foi direto no Alberto - Bom Dia. Eu vou ser a guia do pesqueiro e você é um homem muito bonito. Hoje a “Jeripoca vai piar”. Saiba que já fui miss Pantanal?” - adiantou. Sem nada falar Alberto só sentiu a firmeza daquela mão e imaginou do que era capaz numa boa briga para apartar ou para bater.
Cada qual no seu quarto, instalados foram descansar um pouco, já que a pescaria iniciaria bem cedo no dia seguinte, afinal ficaram dois dias sovando dentro de um ônibus num calor superior a 40 graus lá fora. E no Pantanal, a umidade e calor não é para fracos. Imagina para bebedor de uíque e fumante. Preferia observar a pescaria das barrancas do Paraguai. Nem selfie fazia porque não existia celular e as máquinas de fotografia (proibidas por razões óbvias de segurança familiar) eram de filme, Algo complicado para colocar e tirar, principalmente quando a cachacinha era boa.
Após descanso a guia havia preparado um Dourado e um Tucunaré para a turma de famintos. Volta e meia era passava perto do Alberto e atentava: Hoje a Jeripoca vai piar”. Já o deixou preocupado. Imaginou tanta coisa: será que é uma cobra, assombração, que diabo é isso que esta doida está falando?- questionou em seus pensamentos, mas nada comentou com os colegas.Continuou com seu uísque copo longo com gelo. Algumas doses a mais já estava no cowboy. Huumm, pensando bem, também acho que a Jeripoca vai piar. Vai começar a ouvir coisas: onça, coruja, jacaré, e vai ouvir de pertinho a Jeripoca.
Mas Alberto desanuviou os pensamentos e ouvia seu inseparável radinho de pilha. Levava sempre para ouvir o JEC-Joinville Esporte Clube, mas lá ouvia as músicas das rádios locais. Guarânias do Paraguai, Milionário e José Rico na rádio Corumbá ou uma diablada boliviana. Pancinha cheia, cada qual no seu quarto. Cansados da viagem e bem alimentados, todos foram dormir lá pelas 21h.
Lá pelas 21h15min começa a assombração. Alberto meio zonzo do uísque ouvia as corujas, já sentia o jacaré entrando pelo quarto jura ter visto uma onça caminhar pelo telhado da pousada. A decoração era pitoresca, mas assustadora: piranhas, couro de cobra, tapete de couro de onça e uma imensa cabeça de jacaré com a boca aberta na parede dos pés da cama. Eu não ficaria alí.
Mas o barulho que o intrigou foi na porta de sua suíte selvagem:
-Toc ! Toc! Toc! - Abra a porta meu lindo! Não te faz de bobo. Eu te prometi que hoje a Jeripoca vai piar”.- sussurava uma voz feminina grossa. Na dúvida se fosse efeitos do uísque, assombração ou o cumprimento da promessa da guia do pesqueira. Alberto só levantou o volume do radinho de pilha e adormeceu na cama com colchão de palha, travesseiro de penas. Tocava no radinho Paixão Proibida. Na manhã seguinte no café? Nem um piu!
Domingos no rio Dourado
Domingos no rio Dourado
Com o calor do verão me recorda tempo de infância. Lá em Erechim não fazia tanto calor como aqui no litoral e principalmente em Joinville, que é um caldeirão. Deve ser também pela altitude de 783 metros. Em Joinville, acho que tem uma fornalha ligada dia e noite. E aliada a umidade é um paraíso para cupins, insetos diversos e para criar “caruncho”, como diziam os antigos.
Mas voltando 45 anos recordo com alegria das tardes de domingo em rios, açudes, os ditos balneários. Água suja, mas nem dávamos bola. Nem pegávamos doença de pele.
Além das estâncias hidrominerais como Marcelino Ramos e Piratuba, para quem tinha mais dinheiro, os menos afortunados iam para os rios, Dourado e Tigre, além dos açudes particulares de algumas propriedades que abriam para o “turismo”. Praia? Só para quem tinha mais dinheiro, ou quem guardava embaixo do colchão o ano todo para no verão “ir pras praia”. A gringalhada voltava feito camarão.
Nunca vim porque não tinha dinheiro e nem iria enfrentar 600 km de distância para sujar meu pé na areia, dormir empilhado e passar calor. É o que fazem centenas de turistas que aportam o litoral catarinense e gaúcho. Imagine a epopéia dos argentinos…
Os banhos de açudes eram divertidos. Nas cascatinhas que tinham por alí também. Mas o bom era levar câmara de carro ou caminhão para descer o rio. Eu tinha uns 12 anos e o vizinho da frente aos domingos de tarde, geralmente ia com sua família nestes locais pelo interior. Era mecânico dos bons e piloto de quilômetro de arrancada com seu Opalão duas portas, envenenado e com rodas de magnésio. O Poletto (não lembro o primeiro nome) acomodava todos no Opala ou às vezes íamos com a camioneta C-10 Chevrolet 78 da oficina. Todos na carroceria igual uma carga de porcos kkk. Era divertido
Ao chegar no Dourado, comprava pão, salame, queijo, cuca para o lanche da tarde. Atravessávamos a criação até chegar no riozinho. Alguns pisavam na bosta de vaca, mas era só lavar que a água levava embora. Daí a alegria era total. Jogo de bola na água, câmara de caminhão e não tinha tristeza. Nem sentíamos os borrachudos. Voltava para casa murcho de tanta água, refrescante, barriga cheia e prontos para iniciar a segunda-feira.
Coisas pequenas, diversões baratas que nos davam a sensação de felicidade.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Tristeza no olhar
Semanalmente alguém comenta: - Fulano está no asilo. Mas daí a gente pensa. Mas ele? Era bem sucedido, dono de empresas, casa aqui, na praia, bem posicionado. Mas precisaria estar numa “casa de repouso”?
Colegas de profissão também acabam tendo de se abrigar em recintos assim.
Perto de onde eu trabalho, onde fica a “repartição”, no bairro Bucarein há várias dessas casas. Geralmente eram residências que passaram por uma pinturinha e colocaram a placa na frente. Assim é no Bucarein, Anita Garibaldi e parte do Atiradores.
Confesso que o coração fica apertado ao passar em frente e ver aqueles olhares tristes, sem brilho, distantes, saudosos. E me pergunto. Será que meu fim também vai ser assim? Largado, abandonado, esquecido?
Estamos vivendo mais. A vida está se prolongando graças a Medicina e aos cuidados que estamos tendo com base na consciência de fazer consultas e exames regulares, um pouco de exercícios e alimentação controlada. Chegar aos 80 já é normal. Chegar aos 90 em breve será coisa comum. Quando eu era criança, uma pessoa com 50 anos era velha. Hoje a “terceira idade” está fixada em 60, mas o governo quer empurrar para os 65. Porém nem todos contam com uma boa saúde, com afeto, carinho, atenção. Às vezes a pessoa só quer um bom dia, uma conversa, alguém que note sua existência.
Tenho curiosidade de saber quem foi o FDP que inventou o termo “melhor idade” deve ser um grande FDP. Babaquice ao quadrado. A dita melhor idade vem com abandono, com custos elevados de remédio, internações, tratamentos, depressão. Planos de saúde exorbitantes e as dificuldades naturais do envelhecimento. Para piorar um governo de burocratas acostumados com vida fácil em gabinetes acarpetados e com ar condicionado, querem obrigar o povo a trabalhar até os 65/70 anos. É canalhice da pior espécie.
O futuro do abandono já chegou. Os filhos seguem seus rumos. Estamos cada dia mais individualistas e sem paciência para o mesmo teto. E se o “velho” tiver parkinson, sequelas de AVC, Alzheimer, enfim doenças da velhice?
Os governantes precisam colocar em seus planos de governo não só cheques públicas, mas asilos/casas de repouso públicas também para quem não pode pagar. No futuro teremos mais idosos do que crianças.
Nascemos de fraldas e terminamos com fraldas.
E assim caminha a humanidade.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
A voz da Vila
A voz da Vila
É bom rever amigos que há tempos não víamos. Esta semana reencontrei um baita companheiro que não via há tempos. Gente boa, já me estendeu a mão quando eu mais precisava. E a história dele é como de tantos migrantes que aqui chegaram com uma mão na frente e outra atrás, como diz o ditado popular.
Teve juventude bem difícil, com uma família grande enfrentaram a escravidão das lavouras de feijão, milho e arroz no Paraná. Conta que dormiam embaixo de árvores para se abrigar das chuvas e todos juntos para não morrer no frio do oeste paranaense no inverno.
Mas lá por 1978 surge a boa nova de que em Joinville havia trabalho. Seguiram o trecho apenas com a cara e coragem, sem nenhum tostão no bolso. Mas como o emprego era fácil. Chegavam e logo “pegavam na firma”. O salário não era grande coisa, mas dava para comer. Não dava para morar. Foi aí que milhares de famílias começaram a ocupar o mangue e construir barracos sobre palafitas.
Uma das características da maioria dos migrantes é não ter vergonha porque tem “precisão” de viver, comer, vestir. Pegam qualquer trabalho, batem de porta em porta e empreendem. Muitos abrem restaurantes, hotéis, constroem prédios, casas de comércio de nossa Joinville. Espinheiros, Comasa, Vila Paranaense e Boa vista principalmente temos centenas de exemplos de pessoas que transformaram àquela região.
Este meu amigo foi um exemplo de sucesso. Estava destinado a nada ser. Mas quis sua força de vontade a torná-lo bem sucedido. De pouco estudo, mas falava a linguagem do povo. Ajudou no Projeto Mangue, como líder comunitário, pois falava o que as pessoas entendiam. Era alguém “deles” e contribuiu para o envolvimento da comunidade no grande Projeto Mangue. E seu povo lhe deu mandatos. Liderava as massas como ninguém.
Primeira vez que o vi falar foi na inauguração do asfalto de várias ruas da vila. Era um líder da comunidade e as palavras simples penetravam nos corações dos conterrâneos paranaenses que passaram a ter uma vida muito melhor. Isto já nos anos 90 com muita infraestrutura conquistada.
Nas eleições do ano 2004, testemunhei a maior carreata do mundo na vila Paranaense. Tebaldi era candidato a reeleição tendo Rodrigo Bornholdt como vice. E Luiz Henrique era governador e veio dar apoio à chapa. Chegando na Vila, ali na sede da associação no final da rua Max Boehm, LHS me chamou e fez um comentário. Disse - Benhur veja só que coisa, quanta gente. Nunca vi tanto carro assim. Este rapaz tem força.
Era um mar de Opala, Chevette, Fusca, camionetas, Uno, Escort, Belina, Kombi, Brasília, Gol, Del Rey, Corcel enfim uma tranqueira que dava gosto. Uns fumaceavam, outras trancavam os cruzamentos, mas movimentou a Vila.
Foi um sucesso, ótima votação, se elegeu com 4.086 votos e quatro anos mais tarde foi reconduzido como vereador até que desgostoso da política deixou tudo de lado. Precisamos de mais pessoas de bem, mais gente como este líder popular, e prefeitos mais humanos, com coração, que viam as pessoas e as entendiam como Tebaldi, Luiz Henrique e Carlito.
Chega de almofadinhas que não cumprem mandatos, de gente desumana que não administra nem seu lar.
Um forte abraço ao Quinzinho, Joaquim Alves dos Santos. A Vila Paranaense lhe deve muito por seu trabalho.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Só os verdadeiros amigos
Só os verdadeiros amigos
Há momentos que a gente percebe quem são os nossos verdadeiros amigos, principalmente quando precisamos quem nos estenda a mão.
Ontem, terça-feira (10) estive na sessão de homenagem póstuma ao ex-prefeito Marco Tebaldi, de quem fui amigo e companheiro de trabalho por 27 anos até sua morte.
O antigo ditado já dizia: Rei Morto, Rei posto. E é assim mesmo!
As centenas de aproveitadores somem quando não se tem mandato e possibilidades de serem beneficiados. Muitos que juravam lealdade, amizade sumiram e nem apareceram.
Foi bom reencontrar amigos e colegas de trabalho de tanto tempo e uma surpresa agradável, o ex-prefeito Carlito Merss, que mesmo adversário em tantas eleições, demonstra seu coração desarmado de ódio e rancor e separa o que é eleição da vida real. Fomos prestigiar a sessão solene de outorga do título de Cidadão Honorário concedido pela Câmara Municipal de Joinville ao ex-prefeito Marco Tebaldi.
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Estava esperando na plataforma da rodoviária o ônibus encostar e iniciar o embarque. O motorista desceu e veio em minha direção. Me cumpri...
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O monstro do Erechim Há 40 anos o serial killer aterrorizava a região Era 1980, quando comecei a estudar de noite na Escola Estadual Normal...
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Resolvi ir ao circo, algo que não fazia há anos. Fui na primeira sessão da tarde, para evitar sair de noite e também não cochilar durante ...